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Vamos lavar as mãos?

setembro 29, 2010

Neste domingo é hora de fingir que somos cidadãos. Escolhemos um número e lavamos as mãos.

Depois de domingo tudo fica ainda mais fácil.

Continuaremos a responsabilizar nossos representantes pela situação lamentável do nosso país e a pagar educação, saúde e segurança para evitar preocupações.

Dizemo-nos esclarecidos, adoramos discutir nossas posições partidárias e defendemos o voto consciente.

Viva a Democracia!

Poder+ ignorância de fato é a solução do Brasil!!

11 de Setembro

setembro 10, 2010

Vamos deixar claro logo de inicio que este texto é de opinião, no caso a minha, se você tem a sua, pode até me dizer, mas realmente não me interessa muito (sobre esse tema batido). Comentários com as palavras: “minoria” ou “imperialismo” serão automaticamente descartados. Boa leitura.

O que você fazia no dia 11 de setembro de 2001? Eu estava no colégio, lembro que a aula acabou um pouco mais cedo, pois nenhum professor queria perder esse momento histórico, onde o tão temido Estados Unidos da América sofria um ataque. Cheguei em casa e fui almoçar assistindo a tragédia. Sim, eu fui uma latina contente pela desgraça do país mais “poderoso” do mundo. Achei bom e eu e mais um grupo de amigos até fizemos uma festinha. Nada como ver o “algoz” sofrendo, e principalmente um país que tanto mostra força, ser atingido tão “facilmente” em seu território.

A felicidade era por qual razão? Por menos americanos no mundo? Pela fragilidade dos EUA, mostrando que ele é igual a qualquer outro país? Não sei, mas era uma sensação de “hahahahaha, se ferraram, tomaram no c*, bem feito”.

Hoje sinto vergonha da minha felicidade com o fato, e uma compaixão com o povo americano. Passei a admirá-los e invejá-los pelo Estado que os protege.

Não vivemos numa aldeia global, e longe disso, o mercado exige competitividade global.

O Brasil é um país que reclama do seu passado e imagina o futuro, mas não age no presente. Queremos ser o país “amiguinho” de todo mundo, e esquecemos as prioridades de nação. Será que nossa dívida “moral” com a Guerra do Paraguai foi tão grande, que “oferecemos” ½ Itaipu e seu potencial energético? Enquanto fazemos acordos favorecendo os desfavorecidos, os EUA luta por energia para cada vez mais dar bem estar ao seu povo.

A democracia nos EUA é mais séria que a nossa, e os partidos realmente exprimem os anseios de seus eleitores. Eles têm um modelo de gestão corporativa próprio que é muito eficiente (Eu prefiro o modelo europeu, e acho que o modelo americano funciona bem só na América do Norte, blá blá blá) e incentivam a propriedade intelectual e todas as formas empreendedoras (que são as molas do desenvolvimento). Cada um dos 50 Estados podem ter leis que mais se adéquam a sua cultura e necessidades, sendo que, maioria dos Estados legalizaram o aborto e em alguns são permitido a união de homossexuais, que nós aqui no Brasil ainda estamos em discussão (atrasado) mas, também é permitido a marcha Nazista, porque todos tem o direito de opinião (democracia é isso).

Nesse ano eleitoreiro, sinto tristeza imensa das nossas opções voto, não dá para escolher em quem você acredita, porque eu por exemplo, não acredito em ninguém mais, e a escolha é pelo menos pior ou para fulano não ganhar. Nem a direita e nem a esquerda conseguiram fazer o básico para conseguirmos nos tornar um país de futuro, que é educação de qualidade. Sem educação de qualidade não é possível competir no mercado global, pois não é possível fazer inovação.

Se George Bush tinha interesses escusos com a guerra, pode até ser, mas a questão, é que ele nunca deixou de priorizar o seu povo. O americano tem orgulho de ser americano, e eles tem muito mais que belezas naturais para se orgulhar, e nós? O que aconteceu na Assembléia Legislativa do Paraná e parece que nada aconteceu?

A felicidade que sentimos no 11 de setembro é porque não é preciso crescer e se esforçar para alcançar um país ferido. Mas eles estão ai se recuperando, e nós?

03 de outubro