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Adeus ao FB

novembro 8, 2011

Olá caros queridos amigos.

Venho por meio deste justificar minha sumida do FB. Foram milhares de e-mails pedindo explicações sobre o que aconteceu mas também muitas mensagens de encorajamento e de apoio a um ato que pode comprometer a rede de relações num mundo tão marcado pela exclusividade de convites, contatos, comentários e álbuns de fotos via FB.
Gostaria que compreendessem minha ausência quem sabe momentânea quem sabe para todo o sempre dessa rede de relações sociais como a mídia o tem definido.
No entanto, venho por meio desse pedir para que não esqueçam da minha pessoa que agora está ligada em e-mails e celular. Espero não perder boas oportunidades por não pertencer mais ao FB, o que – devido as minhas milhares de leituras sob o assunto – caracterizaria exclusão digital.
Obrigada e passem bem,
Nos vemos no mundo da vida – das impressões, das experiências, na volta do mundo flanêur !
Beijos,
Gabriela

De volta ao tiers…

setembro 22, 2011

Como estão ?? Ai que vontade de marcar um restô e fofocar muito né ! Então, vou atualizá-las !

O começo foi shoc, sim shoc com S. Confesso que ainda é um pouco. Ver como temos muitas diferenças sociais no Brasil e que os níveis de educação são tão diferentes que impedem que falemos uns com os outros. Ver que os limites entre vc e o outro no Brasil são muito mais frouxos. Ver que as comidas são mais gordurosas. Ver que temos menos bens culturais, menos transportes públicos bons, muitos carros, muita buzina, pouca bike e metro.

Par contre. Eu gosto de estar aqui por um grande motivo. Aqui eu faço e aconteço. Sou uma boa aluna, uma pessoa interessante, os outros me ouvem, querem saber minha opinião. Eu opino e eles escutam. A diferença social imensa do Brasil faz, com que mesmo sem eu querer – ou merecer – eu seja uma intelectual por aqui. Nesse mês já dei uns foras, levei outros, falei com o prefeito, pedi metro, liguei pra Prefeitura, briguei com um velhinho, comprei uma bike, incentivei a compra de um software importado para a pós… enfim… me sinto agindo !

E então Ducci, quando fica pronto o metro ???

E então Ducci, o metro é pra quanto ?

Resumindo : estar aqui ou acolà não é o ponto central de minhas indagações. Elas andam girando mais em torno da questão sobre o que fazer aqui e acolà. E pra isso eu me sinto cheia de vida, agindo, falando, brigando, conversando, chorando, beijando, caindo, levantando… como sempre fiz (e fizemos, né ? e fazemos, né ?) aqui e acolà !!

Saudades imensas de acolà !! Espero que estejam bem !! Aproveitem cada segundo, cada minuto !! É o que aprendi aí e tento fazer aqui. A vida tá passando, e depois dela, sabe deus o que será !

Beijos,

Gabriela

Úteros dominados

janeiro 14, 2011

Na sala de espera do meu ginecologista, junto aos folhetos explicativos e umas duas grávidas, encontrei um jornaleco religioso sobre saúde, e essa edição tinha como discussão central o aborto. Eu que adoro polêmicas fui degustá-lo, e ainda não consegui digerir, daí a razão desse post.

Mais parecia um tablóide medieval encontrado numa igreja, atrás das fogueiras que queimavam bruxas. Como eram textos radicais, tentei enxergar através da proposta. Li pérolas como ”o aborto não é uma questão sobre a qual a mulher tem direito de escolher”. Êxodo21:22-25, “Deus dá a mesma punição a alguém que comete um homicídio a quem causa a morte de um bebê no útero”. Ok, fundamentalismos à parte, e se a vida da mãe estiver em risco?

A legislação permite que seja feito o aborto de um filho programado, que por desencontros biológicos se tornou fatal para seus responsáveis. Me parece no mínimo digno. E parece digno à teologia cristã (citação presente no jornalzinho) que “Deus é capaz de realizar milagres, preservando as vidas de uma mãe e da sua criança, apesar de todos os indícios médicos contra isso”. Desculpem, isso parece lavagem cerebral.

E o que me assustou mesmo foi saber que abortar um filho resultante de estupro seria um duplo erro, já que a ‘criança’ nada tem a ver com os “atos malignos de seu pai” – mas a mãe tem né? Por isso ela tem o ‘dever’ de carregar ‘seja-lá-o-que-estiver-na-barriga’, pari-lo e criá-lo. Ah, nesse caso ela pode doá-lo,  que nem cachorro. Já diz Nando Reis,“não vou me adaptar”. Eu também não.

Posto aqui a minha tristeza profunda e indisgestão intensa. Sou incapaz de enxergar o mundo através dessa ótica e menos ainda de compactuar com ela. É exatamente esse tipo de pensamento machista, retrógrado, alienador e ilusório que aliado à moral relativista aumenta o número de mulheres mortas em clínicas de aborto clandestinas.

Perseverar nisso, atrasa qualquer tipo de tentativa de avanço.

A favor da bárbárie, avante úteros! Só não esqueçam do anticoncepcional…

 

Cansei de ser Poliana…

Retropospectiva 2011

janeiro 12, 2011

Janeiro a gente já começa de ressaca!! Passando-se as festas do outro ano o que não falta é chuva para hidratar o nosso país. Em fevereiro fica tudo legal, tem carnaval, ainda tem gente na praia, samba de saia, churrasco de domingo. Em março? Que que tem em março? Ahhhh… pra quem tá na facul começam as aulas, prá quem trabalha lá, também. Pra quem já saiu, espero que já esteja trabalhando, porque ficar desempregado é foda, e começar em abril, já viu! É Páscoa, aí só Jesus para reencarnar as esperanças de uma nova vida. Eu, nessa história to no meio. É, quero dizer, aí vem Maio, que já começa com feriado, pra quem trabalha e pra quem não trabalha também. Junho, adoro junho, tem festa de São João, pinhão, quentão! Faz frio e dá vontade de ver filme abraçadinho no sofá. Quem não tem quem abraçar pode comer o tal bolo e torcer para achar o tal Santo. Juram que funciona! Aliás, aí vem o mês: Julho! Férias de inverno! Dá para ficar um mês inteirinho sem fazer nada embaixo da coberta! E ainda tem algumas festas julinas para aproveitar! E alguns aniversariantes!

A partir daí começa o fim do ano. E ele começa com agosto, o tal do mês do cachorro louco. Fica todo mundo o mês inteirinho reclamando que o pobre do mês é uma merda. Coitado! Garanto que ele não fez nada para ninguém, pra mim a culpa é toda de vocês. Setembro tem festa nacional!! Fica todo mundo olhando no calendário desde o começo do ano para ver o dia da semana que cai o dia do mês, e torcendo para que caia na quinta. Iiii… cai na quarta! Já perdemos o feriadão!! Aí fica todo mundo o mês inteiro reclamando que não teve feriado. Daí botam a culpa no ano, é 2011!  Outubro… em outubro todo mundo começa a dizer que o ano está passando muito rápido. Até então o ano não passava e sobrava tempo no fim das atividades. Agora ninguém mais tem tempo para nada. Só para planejar as férias de final de ano, ou o trabalho de final de ano para os que não trabalharam! Em novembro tem feriado!! Olha que beleza cai numa terça!! Todo mundo vai engarrafado pra praia curtir o começo do verão!! E não é que chegamos em dezembro. OBA! Tem natal outra vez! Amigo secreto, presentinhos, pernil assado e praia no reveillon!! Êta ano bom sô! Mas como passou depressa, né?

Um ótimo 2012 pessoar! São os sinceros votos de Gabriela!

Une histoire ordinaire

dezembro 16, 2010

Aqui quem fala é Gabriela, do velho mundo,  menos 1 grau, lá fora cai uma neve suave…

Bom, vida de estudante no exterior, dificuldades com a língua, no contato com os colegas e professores. Festas finais de semana, diálogos com pessoas interessantes. Tudo normal, tudo tranquilo e sobretudo bem agradável.

Tudo isso para falar que ontem tive um date. Saímos para tomar algo, uns drinks bem gostosos. Mas deveria pegar o ônibus antes da meia noite. Fomos juntos. Mas não queríamos voltar para a casa. Decidimos passear, andar sobre a neve, visitar a Basílica da cidade. A neve caia, lentamente, ninguém na rua, nenhum barulho que não fosse o de nossos passos.

Conversamos sobre nossas vidas, nossas impressões, nossas experiências. Na Basílica, no alto da cidade, todas as luzes sob os nossos olhos, todos dormiam.  O frio era forte, difícil ficar parado… nos beijamos. Tudo quente, uma delícia, o frio desaparecia no mesmo momento. Resolvemos fumar… e acabamos nos perdemos… Madrugada no velho mundo,  neve e nós dois perdidos, ninguém na  rua. Ríamos!

O frio começou a ficar muito forte. Achamos o caminho. Após um belo passeio retorno a minha casa e ele para a de seus amigos. Confesso ter sido um dos passeios mais agradáveis, leves e inesperados. Após um dia de muito trabalho um beijo sobre a neve e um cigarrinho especial fazem toda a diferença. A gentileza francesa então, nem se conta.

Beijos enormes e geladinhos da Gabriela.

Teste do Cachorro Quente

agosto 27, 2010

Ontem pela primeira vez comemos bêbados cachorro quente. Já tava na hora. Depois do charme, do jantar, o barzinho sorridente, jantar de novo, outras vezes se sentar, outras bla bla bla bla. Todas as anteriores remetem a algo extremamente gostoso e polido, o que a gente normalmente fala que é ‘bonito de ver’. Todas, exceto o cachorro quente.

Particularmente, adoro comer coisas do tipo: cachorro quente cheio-de-coisa-dentro no fim da noite, mas sempre deixei pra fazer isso com as minhas amigas, afinal, é bem constrangedor ficar se lambendo e catando os milhos na frente do cara. DO CARA. Normalmente com eles opto por um prensado que é bem menos viking, e mata a fome no fim da noite. Mas não foi o que aconteceu.

Resumindo, pedimos cada um um duplo especial (calculem) e ele no alto de sua ingenuidade na dança da conquista pediu um profiterolis.  Bom, entregaram o monstro no carro e eu já tinha passado dos 6 decigramas admitidos há muito tempo. Comi feito um animal, foi prato no chão, molho na blusa, um espetáculo digno do circo dos horrores. Pra fechar com chave de ouro, aquele profiterolis. Ah, nem teço comentários, apesar desse não ser um blog estritamente feminino, espero que todos entendam a nossa relação com chocolate e sorvete (que foram pra blusa também, claro.)

Vale lembrar que a sujeira foi gostosa se isso for compreensível para vocês. Não lembro ao certo o tamanho da inadequação, mas imagino maior que o duplo especial. O ‘teste do cachorro quente’… ele me viu bêbada, no fim da noite, feito um bicho.

Gabriela, no coquetel do filme da Penélope, me convidou pra escrever no blog. Na hora do ocorrido quis escrever sobre isso. Se me permitem, a pauta dentro do teste do cachorro quente é: a dificuldade nossa de juntar beleza+prazer=adequação/aprovação. Essa é a  mais difícil de todas as equações femininas, não existe paradigma que me assuste mais, do que o paradigma da aprovação.
Vale lembrar que esse paradigma não existe dentro das ciências exatas, nem no behaviorismo. Ok, eu crio um imaginário só pra tentar ilustrar:

S+ ___/_____APROVAÇÃO?

S+ é  estímulo, qualquer coisa boa. _____/____é a quebra da contingência. Essa quebra  muda o status adequação/aprovação. Salvem os gritos e sussurros de Gabriela, que me mataria se eu dissesse que esse o status além de fruto do estímulo não seria também interação. Afinal: Comer feito um animal no carro dele é o teste do cachorro quente que me deixa pensando nas minhas inseguranças. No meio dos lobos é ser filha, oras.

Ok, ok. Gabriela que se foda, eu quero mesmo é aprender mais essa variante: tem caminho para a NÃO NECESSIDADE de aprovação independente de auto-estima? Bom, porque se tiver estamos salvas da fogueira e da análise. Tal seria se não necessitássemos ser aprovados, ou mesmo se não a buscássemos o tempo todo. Insuportáveis humanos seríamos. As vezes vomito aqui e ali sobre a questão da aprovação, mas é completamente perceptível à razão que ela nos motiva, impulsiona, ou nos reforça, já dizia Skinner não exatamente dessa forma.

Mas sobra ou fica alguma coisa, né? Senão porra, seriam conteúdos inatos apenas? É instinto (nego os conteúdos de Penélope), e eu não quero admitir isso, portanto é melhor achar que é inato mesmo. É só o que consigo inferir agora. O que mais seria eu, toda bonitinha, comendo quase sem as mãos na frente DO CARA?

SOMOS SERES DE RELAÇÃO, PRONTO. Acho que no fundo, ou bem na superfície, o que eu quero mesmo é ser aprovada. Eu quero crítica, grito, falácia. Eu preciso de retorno. No máximo solidária, generosa… não.

Cansei de ser Poliana!

O fim e o começo

julho 28, 2010

Tenho um mês e meio, menos que isso talvez. Esses dias sonhei que estava curtindo minha festa de despedida de vida com os meus. Foi tudo muito bom, senti o fim da vida com pouco medo, pouca desconfiança, poucos ciúmes dos que ficam, mas confesso, senti nostalgia por saber que jamais passaria aqueles bons momentos com aquela boa gente. Tive inclusive, pouca expectativa sobre o que viria e quem seriam os novos seres que me proporcionariam esses bons sentimentos num momento vindouro. Os meus estavam como eu, felizes, alegres, conversávamos como se de nada soubéssemos. No entanto, quanto mais o fim se aproxima, mais os sentimentos de insegurança ficam a flor da pele. Me esquecerão? Ficarão felizes sem mim? E minhas coisas, o que farão com elas? E meus amores e minhas amoras, irão lembrar-se de mim? Sabe-se que as coisas que mudaram ainda muito mudarão, mas em que direção? A Gabriela de hoje não tem gritos nem ruídos, como puderam bem observar, ela vem cheia de pontos de interrogação e de nostalgia. Deixe-me ir que preciso começar a finalizar coisas e a me despedir de vocês…

ATT – Amigos Também Transam

julho 4, 2010

Transei com um amigo ontem.

Homens gays transam com amigos com muito mais frequencia que os heterossexuais, que muitas vezes só sonham em comer uma das amigas.

Trauma pós-coito? Weird no dia seguinte? Queeeeeeeeee iiiiiiso, mó bem!

Ficamos pelados na cama batendo um papinho gostoso como bons amigos que somos.

E praticar o ATT me dá a vantagem de pedir sem vergonha aquela dedada a mais ou gemer mais alto que uma vuvuzela sem medo de espantar o bofe.

Rolou até piadinhas durante a trepa, risadas e comentários que só um amigo faria e o melhor é que relaxamos e curtimos aquilo que genuinamente gostamos da maneira que queríamos, sem estresse de impressionar o parceiro com uma performance fantástica.

Transar com um amigo é uma excelente opção pros dias de balada fraca, pouca grana ou de tesão acumulado. Vale um alcoolzinho pra quebrar o gelo da primeira pegada no pau.

Tateie seu amigo e tenha uma transa pra lá de camarada.

P.S. A Revista Cláudia informa (e Fernando atesta): transar com um amigo em um intervalo menor que 20 dias descaracteriza o ATT e dá a amizade ares de relação amorosa, a big NO NO para as transam entre amigos. Se você estiver louco pra transar com amigos várias vezes por semana, faça como o Roberto Carlos e tenha “…um milhão de amigos” e siga os conselhos do Rei, que sempre traçava a amiga Vanderléia e fazia vapor com o Tremendão Erasmo Carlos.

Praticantes do ATT - A série americana FRIENDS ficou famosa ao retratar um grupo de amigos que transava entre si sem compromisso

Gente como a gente!

junho 28, 2010

Aproveitem, xinguem, idolatrem, concordem, discordem, ponham ordem, provoquem a desordem.

Seu comment nos move.

Arrume sarna pra se coçar clicando em “Deixar um comentário.”

Abraços sensíveis e beijos tóxicos.

Diversão Nacional!!

junho 28, 2010

Depois de dar tchau ao querido casal do Brasil é hora da família se reunir e relaxar com:

– O viúvo babão que sonha com o beijo da ninfetinha;

– A ninfetinha que começou a se prostituir para satisfazer os desejos de sua vovó;

– A mãe de família que com sua cinta-liga busca garotinhos para se deliciar no motel;

– A songa-monga apaixonada que em menos de um mês conheceu e casou com seu príncipe encantado;

– O príncipe encantado que se masturba fantasiando loucuras sexuais com meninas de 7 anos….

Adoro os valores nacionais!!!!!

Aromas de Penélope…