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Plantação de pirulitos

junho 19, 2012

Outro dia fui ver uma peça na faculdade de artes, e acabei ouvindo uma conversa nostálgica de duas senhoras. Elas falavam sobre como era o local “antigamente”, mas não era aquele antigamente da tenra idade, parece que foi um “antigamente” de dez anos mais ou menos.

O que me chamou a atenção foi a descrição da “plantação de pirulitos”. Nada de mais na descrição, foi só um “Ali era a plantação de pirulitos, lembra?”, que foi respondido com uma afirmação entusiasmada pela recordação. Esse entusiasmo da lembrança que me chamou atenção na verdade.

Num primeiro momento eu pensei : “nossa, como artista é louco, achar graça numa plantação de pirulitos que não está dentro de uma escola primária, nem tão pouco numa montagem da casa da bruxa de João e Maria”. Mas aquilo ficou na minha cabeça por tanto tempo, que comecei a refletir o por quê eu achei tão estranho aquele encantamento lúdico das senhoras pela plantação de pirulitos.

Não acho graça na ficção que não pode ser explicada pelos avanços científicos de um futuro próximo, os distantes são chatos também. Mas, na verdade, fiquei com muita vontade de passear por uma plantação de pirulitos, de preferência na época de colheita. (favor evitar análises psicanalíticas sobre esse novo desejo).

Não, ele não está sendo irônico!

O dono da bola

fevereiro 8, 2012

Por que sempre alguém tem que ser o dono da bola? Por que a bola não pode ser de todos?

“Vamos comprar uma bola?”

São cotas iguais para cada um ser um pouco dono dessa bola!

“Ótimo.”

“Eu escolhi” “Eu orcei” “Eu fui comprar” “Eu recolhi o dinheiro”

Cada cota da bola já não é mais uma cota igual, uns são mais donos e outros menos donos…

“Vamos jogar na quadra do bairro? ”

Todos vão!

“DROGA, ACERTAMOS A JANELA DA CASA DA DONA MARIA!!!!”

“Vai lá pegar” “Vai você” “Você que chutou” “Você que deu a ideia de brincar aqui”

“Quem jogou a bola na minha janela e quebrou?”

Todos vão embora, porque a bola não era mais de ninguém.

Quando a bola não era mais de ninguém, fulano voltou e pediu desculpa para dona Maria, pegou a bola e virou seu dono, porque ninguém tinha outra para brincar, e agora ele que manda no jogo.

Democracia é meio isso, é ser dono de uma cota, e assumir a responsabilidade pela sua cota de bola, e não fugir quando o vidro é quebrado!

A musa

agosto 22, 2011

Aquela coisa de ver alguém, assim de longe, e se sentir totalmente seduzida. Tão bonito, tão romântico, tão irreal não é? Porque você vê o ser em determinado lugar, quem sabe é só uma questão de ângulo ou luz, e acha que a pessoa é sua alma gêmea. Você sai atordoada querendo saber quem é, o que faz, se namora, se estuda, se trabalha, enfim, quer saber tudo quanto pode para ter certeza que é um caso do acaso, que o universo conspirou em seu favor para encontrar tão bela criatura, que desde o nascimento estava esperando você.

Até ai, daria uma bela história real, que poderia dar certo, ou somente uma musa para inspirar uma vida vazia, ou a mediocridade do dia-a-dia. Só ponto positivo não é mesmo? Como Lulu Santos já cantava né “Como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer”.

Mas ai entra a loucura nossa de cada dia… Você não chega em casa lembrando do brilho do olhar da musa, nem de como eram lindos seus cabelos, a primeira coisa que vem a cabeça é “Será que tem Facebook?”, “Será  que tem Twitter?”, “Bom, LinkedIn deve ter!” ou “Será que uso Blogger ou WordPress?”, enfim, análise de avatar por um lado, consulta nos amigos dos amigos do outro… e voilà, você tem o mínimo de informações necessárias para ser comparado a um psicótico.

Você não tenta ir ao mesmo lugar no mesmo dia da semana no mesmo horário que encontrou a musa, você sabe todos os compromissos que ela confirmou no Facebook.  Quando você a encontra não olha com olhar surpreso pelo reencontro e pergunta “qual seu nome” porque a única coisa que você não sabe é o número do CPF dela. Você não pergunta se ela quer tomar um café, pois sabe que ela está numa dieta que não tem cafeína porque ela sempre reclama isso no Twitter. Você não pergunta se namora, porque em um post de dois meses atrás ela descreve a tristeza de um fim de relacionamento…

E muitas vezes, no reencontro ao acaso, você não pergunta nada, porque sabe que ela tira fotos fazendo Hang Loose ou de língua pra fora fazendo chifrinhos nos amigos, ri com “KKKKKK”, é fã de “qualquer coisa” universitário.

Uma análise a nível de lembrete

agosto 15, 2011

Nasci nos oitenta e cresci nos noventa e minhas referências da década brega são os programas que são relançados ou disponíveis na internet, e sempre que assisto, penso “nossa, como eram moderninhos os findis de oitenta e o inicio dos noventa!”

Ney Matogrosso comenta isso (e veio daí esta reflexão que faço agora), que na década de 70 (essadécada não tenho tanta referência) havia muito mais liberdade (por incrível que pareça, mas ele justifica essa idéia) para ser o que se queria ser, do que hoje. E eu percebo isso pelos programas, novelas e músicas oitentistas.

Falando sobre o contexto dessas décadas, que era ditadura e o anseio por democracia, e depois a construção dessa democracia pela constituinte e tal… Esse anseio geral de liberdade (não sei se era realmente geral, ou de classe, mas enfim) criava um ambiente de tolerância entre as pessoas em contraponto ao Estado. Mas e ai? O que aconteceu?

Ai, logo que se pode eleger alguém, elegeu-se um presidente de um “Partido da Juventude conservador (oi?)” que propagava a “modernidade do Estado”. Não deu certo, e ai?

Hoje temos vulgaridades, não mais sensualidade, e temos um preconceito que transformou o temahomossexualidade em tabu maior do que era nos 80’s.  (entre outras comparações que podemos fazer).

Em 1988 criaram uma constituição que se dizia de um Estado laico (Laico, graças a Deus), e 23 anos depois temos que fazer marcha para um Estado Laico?

Vou por um post-it no meu espelho, para ver se um dia me respondo “Aonde foi que erramos?”

Preciso tanto me fazer feliz

agosto 3, 2011

Tenho uma teoria para explicar todos os relacionamentos falidos que tive, e incrivelmente é a mesma para os que deram certo.

Parto do seguinte ponto: todas as pessoas, sem exceções, são egoístas, e as pessoas altruístas são extremamente egoístas. Pois não existe ninguém que faça qualquer coisa espontaneamente para o bem de outrem, sem ter como finalidade, explicita ou implícita, realização de seus próprios desejos.  O egoísta explicito diz que faz algo porque é para o seu bem, o egoísta implícito diz que faz o bem porque ELE (o egoísta) gosta de fazer o bem (porque se não gostasse não faria, e seria o egoísta explicito).

Claro, que avaliamos as pessoas por nossa noção de valor, o quê, afirmando que todos são egoístas, eu seria uma grande egoísta assumida, sim sou, mas tenho atitudes de egoísmo implícito, pois faço o bem “sem olhar quem” porque acho importante, sendo assim, cumpro mais um interesse pessoal meu.

Certo, se relacionamentos falidos ou duradouros tem uma mesma razão, está razão é esse egoísmo.

Relacionamentos são construídos por nós indivíduos, claro. Esperamos muito de algumas pessoas por queremos dar muito também, e de outras não esperamos nada e somos surpreendidos por um pouco que já é mais do que o esperado.

O bater das asas das borboletas que sentimos no estomago, perto de alguém que queremos ficar, faz nascer um roteiro na imaginação de tudo que poderíamos viver. Expectativa não é? Pois é, nós queremos fazer a pessoa feliz, porque podemos, e sabemos que faremos, mas na verdade queremos que a pessoa busque seu roteiro (criado da nossa expectativa) e cumpra seu papel nesse teatro real, egoísmo né? Isso é falido. Por isso meus relacionamentos faliram.

Agora, quando você não espera nem um sorriso, nem um carinho, nada! Você vê a pessoa convive e não cria nenhuma história hipotética com roteiros adaptados para cada situação, isso junto com a outra pessoa que também não quer que você faça parte de nada, faz aflorar o melhor dos relacionamentos. Cada um é o que é, e se não gosta, joga na cara, porque enfim, quem quer conviver com o que não gosta? Somos egoístas enfim!

Assim, esse “eu quero fazer você feliz” não é nada mais de “me deixa eu te usar para ser feliz”, e o “eu não estou nem ai para você” é um “não tenho planos para você, então fica ai, sendo você mesmo, que eu prefiro, e sei que você também”.

E já diria o Rei né “Preciso tanto me fazer feliz”

Saber? O quê?

julho 25, 2011

Ontem aconteceu um caso interessante. Saí com um amigo para tomarmos uma cervejinha de fim de domingo. Este amigo é um rapaz muito inteligente e não é sempre que consigo acompanhar seu raciocínio. Muito vem de leituras, que na maioria das vezes eu não conheço, mas ele diferente de gente que conheci que só lia “orelha do livro” e saia vomitando “conhecimento”, ele realmente sabe o que fala.

Conversa vai conversa vem, fui comentar sobre o atentado da Noruega, para saber sua opinião sobre o assassino “pensar” ser de uma ordem templária, mas ele não sabia o que tinha acontecido, não ouvira ninguém falar sobre isso até então. A partir disso, comecei a “atualizá-lo” com todas as notícias que eu lembrava ter lido nos últimos dias, e que via alguma relevância, e a cada “nota” conversávamos sobre o ocorrido, com nossas opiniões. Eis que pergunto, a certa altura, “Você sabe que a Amy morreu?” e ele me respondeu “Sério? Ou você está me zoando? Nossa! Preciso baixar os discos dela então!”. Foi então que me questionei: qual a relevância de saber o que acontece “pelo mundo” com tanta rapidez e detalhes?

Cheguei a conclusão: informação, hoje, é meu caos!

O acesso irracional a informação anda me incomodando. E veja, eu leio “uma parte” dos assuntos que me interessam, que não são sobre todas as coisas, e mesmo assim é incrível como sinto uma perturbação por cada reportagem/texto que leio.

Os blogs que acompanho sobre temáticas Lgbtt, feminismo, anarquia, política local ou ateísmo só mostram atrocidades (a vida real de muita gente). E o que eu faço? Nada né! Fico brava, vou até a cozinha e pego um refrigerante geladinho para tomar, esperar a “indignação” passar, ir no twitter fazer uma piadinha e mostrar o quanto “por dentro” do mundo estou.

Ok, o que eu quero dizer na verdade, é que, informação é necessária, e principalmente deveria propiciar alguma revolução, alguma mudança, pois se não, torna-se somente um passa tempo, mas um passa tempo bobo que faz você ficar irritado, para depois des-ficar. Ou seria uma nova forma de entretenimento? Como as grandes tragédias hoje são passadas, é entretenimento. Seria a informação uma nova droga? Ela “dá um barato” de coração acelerar de raiva, perda de sono, até euforia, depois passa. Então procuramos novos conteúdos.

Mas enfim, o problema não é a informação, o problema é o que fazer com ela. Eu não faço nada. Mas precisaria fazer?

Ou você tem atitude e faz, ou escreve um post como este!

Ficção é ficção!

julho 5, 2011

Por muito tempo larguei o hábito de assistir novelas, e não foi por não gostar, mas ter que estar em casa num mesmo horário e perder (eu acho um desperdício de tempo) 1 hora sentada na frente de uma televisão SEIS (ou cinco) vezes por semana é não ter o que fazer, e ainda bem que tenho muitas coisas! A última novela que tinha assistido foi A Favorita (de João Emanuel Carneiro) e a trama foi fantástica, com a melhor cena de assassinato, em minha opinião, da Flora matando o Gonçalo, antes dessa, eu parei de assistir Duas Caras porque achava uma porcaria.

Esse ano, logo no começo do semestre, quando cheguei da aula minha mãe disse que começaria uma novela muito boa no SBT sobre o período da ditadura, primeiro achei estranho ela estar interessada, que dia sim e outro também ela vem com a frase “no tempo da ditadura que era bom”. Comecei a assistir, pois o horário coincide com o horário do meu jantar pós-aula, e assim não preciso ouvir minha mãe falando dos crimes que ela viu durante a tarde no Datena.

No começo de Amor e Revolução (de Tiago Santiago) eu gostei, mas me sentia um tanto quanto incomodada com as cenas de tortura, pois é ruim você ver atrocidades e saber que realmente existiram. Prefiro o conforto da ignorância de certos detalhes.

Após umas semanas soube que haveria uma personagem lésbica, o que muito me interessou, e depois que vi que seria a linda da Luciana Vendramini (personagem Marcela), pronto, já havia virado fã da novela.

Pronto, dado o primeiro beijo gay da televisão, duas mulheres lindas (mesmo se a Gisele Tigre – Marina – fosse feia, a Luciana Vendramini vale por duas mesmo), até lembrei do saudoso seriadinho The L Word, onde adorava acompanhar a história da Betty e da Tina.

E entre homenagens e comentários sobre o beijo lésbico, chega a notícia que teria mais dois casais gays, um de homens, e outro de meninas, além do padre que também é gay. Ótimo! Enfim, uma novela que aborda a censura como coisa ruim não pode ser… CENSURADA.

Eis que, em entrevista o autor diz que não poderá haver mais cenas de carinhos ou sensuais (apesar de toda enquete na mídia a maioria mostrar interesse em ver as “tais” cenas).

Os fãs que acompanham a novela e se “apaixonaram” pela história da Marcela e Marina se sentem “traídos” pelo autor, não só pela recusa em mostrar a cena de amor entre as duas, como também pelos outros personagens gays que provavelmente serão cortados, ou diminuídos.

Ai, vem o autor e lava suas mãozinhas, dizendo que ele escreveu as cenas, mas a decisão de cortar não veio dele.

Certo né? Ficção é ficção para quê retratar a realidade dos brasileir@s?

A partir de agora vou desmembrar duas importantes questões:

1º Quem assiste?

2º Quem paga a conta?

O primeiro ponto é quem assistiria uma novela sobre ditadura pela perspectiva da esquerda (que não me venha dizer que a novela não é “tendenciosa”, pois eu assisto, e sei do que estou falando)? Duvido que um conservador assistiria, e se assistir ele vai ficar mais “putinho” pelo Filinto caricato, do que “as sapatão” se pegando na redação do jornal.

O segundo ponto é sobre quem paga a novela. Os patrocinadores. Agora esses “patrocinadores” que não querem atrelar o nome de seus produtos a uma novela que tem personagem gays conhecem seus clientes? Ou conhece seus potenciais clientes?

Uma novela que atinge 5 pontos no IBOPE (não tenho idéia se isso é bom ou ruim, mas perto dos 40 de outras novelas,  é bem pouco) não deveria focar num mercado? Eu tenho até uma idéia, que tal no mercado… gay? Fica a sugestão!

Para terminar o blá blá blá de novela, deixo aqui a apresentação da Laura Bacellar (clique para assistir, vale muito a pena!) falando dos “Clientes invisíveis”  e a montagem feita pelos telespectadores de Amor e Revolução para que o casal Marina e Marcela não sofra censura, e seja apresentado igualmente como um casal heteroafetivo.

#MarcelaEMarinaSemCensura

Cadê o livre arbítrio?

julho 3, 2011

Se Deus nos deu o livre arbítrio, por que seus seguidores não nos deixam escolher?

Não conheço muito sobre essa história do livre arbítrio, só seu significado mesmo, e sempre ouvi falar que Deus, em sua enorme SABEDORIA, nos deu essa “possibilidade” para escolhermos nosso “caminho”. Na verdade sempre achei que o livre arbítrio foi um subterfúgio criado para justificar porque algumas sociedades têm outro deus não o cristão.

O que mais me intriga nessa história é o seguinte: um grupo que, visivelmente, somente quer dinheiro e poder (não consigo acreditar que os pastores de uma Mundial, Universal e Renascer acreditem nos seus cultos de “descarrego”), utiliza do nome de um Deus de Amor, para pregar o preconceito e lutar contra uma opção dada pelo mesmo Deus que é o livre arbítrio…

Sempre que vejo uma reportagem/vídeo, ou qualquer outra coisa, do pessoal que usa a religião cristã/evangélica para ofender pessoas que não tem a mesma opinião nos “caminhos da vida” (usando o tal do livre arbítrio), me vem aquela pergunta: que ano é hoje? Isso é tão idade média…

Agora, o que realmente eu me questiono é, como o Estado (sim o Estado), deixou que uma geração ignorantes se tornasse uma “massa de manobra” para facilitar esse joguinho de poder? Porque o que eu vejo não e uma bancada religiosa pensando em desenvolvimento econômico de alguma região, ou educação, ou saúde… Eu vejo são igrejas mercenárias que buscam na fé dos outros riqueza para suprir seus luxos e vaidades, e que agora vêem na política um campo para legitimar sua indústria da salvação, assim como os latifundiários lutam por leis anti-ambientalistas.

O que eles têm medo não é da criminalização da homofobia, ou liberação do aborto, ou equiparação do casal homoafetivo com os heteroafetivos, eles têm medo que seu rebanho comece a questionar seus ensinamentos, porque como uma coisa para Deus é proibida com castigos como conseqüência, e o Estado aprova? E uma dúvida leva a outra, até chegar no dízimo, e ai… foi-se o melhor negócio do momento!

Aqui sua fé vale muito!

Se alguém quer a salvação, tem gente que não quer… E o seu Deus nos deu essa opção.

Saudade do futuro, eu juro

junho 28, 2011

Tenho a infeliz mania de programar tudo “de bom” que quero fazer para as próximas férias, mas depois que passamos da adolescência férias não existe mais.

Estou nas minhas primeiras férias da segunda faculdade, e todos os cinco livros que comprei com um mês de antecedência para ler nessas semanas estão começando a ficar empoeirados, pois no ultimo momento surgiu um novo desafio, e literatura de entretenimento voltou para a estante dos “não lidos”.

As vezes tenho idéias maravilhosas de artesanato, que farei entre um bimestre de provas e outro. Nunca fiz.

Outras vezes fico vislumbrando como será bom sair do trabalho e ir direto para casa sem ter nada para estudar. Quando? Nunca!

Penso num futuro de ócio, e não faço coisas que eu “dou valor” por não ter tempo. Mas o que eu dou valor? Gosto da minha carreira, de aprender, de beber e de conversar com meus amigos. Só isso.

Então, a partir de agora, não vou mais tentar me organizar para um futuro onde terei todo tempo do mundo “só para mim”. Porque nessa altura do campeonato, sei que não vai ter.

Gosto de estudar, e gosto muito do meu novo curso, e meu tempo nessas férias está sendo usado para estudar temas legais tanto quanto. Então surge as resoluções: A partir de amanhã começo a ler meus livros de entretenimento por alguns minutos do meu dia, e o tempo que usarei para isso será exatamente o tempo que gasto pensando como seria bom ter todo tempo do mundo.

Começando agora, acho que sobrou até tempo para esse novo post, agora o artesanato é melhor deixar para lá mesmo!

 

No trabalho sejamos profissionais

maio 1, 2011

Sempre gostei de trabalhar, isso nunca foi um fardo.

A pior parte do trabalho são os colegas, e não que eles sejam ruins ou bons, legais ou chatos, o problema (que eu acho ser um GRANDE problema) é a “intimidade” forjada que alguns se acham conquistadores só pelo tempo de convivência.

É muito importante um ambiente amistoso entre os indivíduos, mas ai eu me pergunto, por que não podemos somente estabelecer um contato profissional, e acabamos forçados a nos tornar próximos, na esfera pessoal, de pessoas com as quais somos obrigadas a conviver?

Sempre haverá pessoas com maior afinidade com você, e isso é muito bom. Mas nada é pior do que um “engraçadinh@” que diz “aqui na firma todo mundo me conhece” e fala um monte de barbaridade achando que está na cocheira que mora…

Digo isso, porque DÚVIDO que NUNCA alguém tenha ouvido frases homofóbicas, preconceituosas, de ódio e por ai vai, d@ colega no ambiente de trabalho, por achar que todos por ali são “amigos” e a pessoa pode falar “o que lhe vem à cabeça” sem problema nenhum.

Troco o “bom dia/boa tarde” pelo benefício de não ouvir “opiniões pessoais” no ambiente profissional, sem precisar para isso criar uma “patrulha do politicamente correto”.