Alguns ruídos, nenhum grito.

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Véspera de feriado na cidade gelada. Combinação perfeita para reunir as amigas solteiras no cinema e depois num happy hour. O filme: Sex and the City 2 (sim, filme clichê. Pensávamos que iria apimentar nossas vidinhas solitárias e quem sabe nos encorajar a sair pelas noites em busca de uma companhia agradável ou que, simplesmente, esquentasse nossos corpos gélidos do inverno no sul do Brasil).

Após alguns momentos glamourosos ao lado das quatro amigas nova-iorquinas com seus looks geniais e paisagens paradisíacas, voltamos a nossa realidade. Para que nosso retorno ao terceiro mundo não fosse tão impactante saímos para comer algo e tomar um vinho e depois escutar um bom jazz (não digo bom pela qualidade da música que pouco entendemos, mas porque sabemos que lá se reúnem alguns homens bonitos e mais velhos).

O problema desses lugares de música Cult é que todos os homens ficam afixionados olhando para as peripécias do sax e as nossas peripécias em chamar a atenção ficam renegadas ao segundo plano. Mas eis que encontro um casinho que já arrebatou o meu coração nesse mesmo lugar. Dirigindo-se à minha mesa o menino não hesita. Diz: saudades, quanto tempo e pega na minha mão. Justo eu, pobre mortal, que jurei nunca mais ceder às tentações deste Big brasileiro, em 10 minutos já beijava animadamente os seus lábios e passava meu número de telefone (que como um bom conquistador disse haver perdido). Embora completamente contra os meus princípios passo meu número pela terceira vez (sabia que nesse momento estava destinada a passar horas olhando o telefone a espera da maldita ligação que, sabemos, não irá acontecer).

E o pior ainda está por vir. Um convite para me deixar em casa. Consulto TODOS os meus amigos sobre a situação e como não poderia ser diferente, adivinhem: fui! E lá vem o muro das lamentações de toda ex-apaixonada encontrando seu ex-amante louquinho para passar horas quentíssimas ao seu lado. E a pergunta não cala: transar ou não? Seguem-se amassos, mãos, beijos, bocas, suspiros, sussurros, roupas, sem roupas, não! Bota a roupa! Vou embora louca para passar as tais horas quentíssimas ao lado desse corpo escultural, digo: Está tarde, preciso voltar para casa.

Sei que as mais liberadinhas devem ter achado essa situação lastimável. Sim, deveria ter seguido meus instintos, deixado ele rasgar minha meia-calça, transar com ele ali mesmo, no carro em frente de casa. Mas não, o sentimentalismo toma conta e penso nos dias que iria passar lembrando desse episódio, querendo mais e esperando aquela maldita ligação que sabemos, nunca virá.

E agora vamos seguindo (claro com o celular recheado de bateria quase sempre ao alcance das mãos) tentando me concentrar nos trabalhos que tenho para fazer nos próximos dias do feriado.

Ouvindo os gritos e ruídos de Gabriela…

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